Campina Grande

“Raspando o tacho” das economias, Apae de Campina pode fechar portas em 2018

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campina Grande (Apae), mais uma vez informou que está passando por dificuldades, devido ao não repasse, por parte da Secretaria de Saúde, das verbas do SUS, e o não pagamento das subvenções, por parte da Prefeitura.


A entidade teme que em 2018 possa fechar as portas, por não ter receita para pagar os funcionários e todas as atividades realizadas no local.


Segundo a presidente da associação, Maria da Conceição, a Apae só tem recursos até 31 de dezembro.


– Estamos raspando o tacho das economias. Sempre tivemos uma reserva, mas hoje não temos nenhum recurso para eventual necessidade, acabamos com tudo e previmos que no próximo ano seremos obrigados a demitir funcionário, e não pagar rescisão, porque não temos condições. Também devemos diminuir o quadro de funcionários e os atendimentos das pessoas mais necessitadas, que são os deficientes – disse ela.


Maria disse estar muito preocupada com a situação, pois o que sustenta a instituição são os repasses do SUS e as subvenções da Prefeitura. As reservas que tinha eram as realizadas por doações.


Ela ainda ressaltou que o prefeito Romero Rodrigues não tem visitado a instituição e nem entrado em contato para saber a situação real.