Escola de música: disciplina e algumas instituições

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Outro motivo, levantado desta vez pela Fonterrada, é que outros segmentos da sociedade não
valorizam tanto a música quanto os músicos (Fonterrada, 2008), embora considerem seu valor
como arte. Como consequência, na década de 1970 a disciplina de Música foi substituída pela
disciplina de Educação Artística, o que determinou o desaparecimento não só da música como
disciplina curricular, mas também de professores ou educadores musicais (Fonterrada, 2008).
Na tentativa de retomar o assunto, no final da década de 1990, o governo brasileiro publicou
uma lei sancionando a volta do ensino de música nas escolas. Sobre isso Penna (2004, p.23)
diz: “A atual LDB (Diretrizes Brasileiras de Direito), afirma que ‘a educação artística será
currículo obrigatório nos diversos níveis da educação básica com o objetivo de promover o
desenvolvimento cultural dos alunos’ (Lei 9.394 / 96 – Art. 26, § 2o, prevê espaço para as artes
nas escolas, conforme estabelecido em 1971 com a inclusão da educação artística no currículo
integral. E continuam a persistir na imprecisão e ambigüidade que permitem a multiplicidade,
uma vez que o termo ‘arte-educação’ pode ter diferentes interpretações, sendo necessário
defini-lo com mais precisão ”.
Simultaneamente, algumas instituições, como a Federação das Entidades Assistenciais de
Campinas – FEAC (Federação das Organizações de Assistência Social de Campinas) se
engajaram na luta para trazer a música de volta às escolas brasileiras e contribuir para o
desenvolvimento holístico dos alunos. Nesse sentido, projetos como Educação: Conquista
Coletiva (Educação: Conquista Coletiva), desenvolvido pela FEAC, tem apoiado escolas públicas
que desejam desenvolver atividades voltadas para a música e as artes. Esse apoio se traduziu
em investimentos em logística, recursos educacionais e na contratação de profissionais
qualificados para o desenvolvimento das atividades, bem como na capacitação dos já
existentes.

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